Petrobras reajusta preços e tem nova vitória no Carf; governo gaúcho cancela oferta de ações do Banrisul e mais


Confira os destaques corporativos desta quinta-feira


(Paulo Whitaker/Reuters)

No Radar InfoMoney desta quinta-feira destaque para Petrobras que anunciou reajuste nos preços dos combustíveis e obteve decisão favorável do Carf em processo bilionário; ao Banrisul com fracasso de oferta; � Duratex com encerramento de unidade e venda de ativos; e � Embraer com possibilidade de greve de funcionários.


Petrobras (PETR3;PETR4)


A alta do preço do petróleo no mercado internacional chegou ao Brasil. A Petrobras reajustou os valores da gasolina em 3,5% e o óleo diesel em 4,2% em suas refinarias. A revisão, que valerá a partir da zero hora dessa quinta-feira, é uma reação ao atentado a refinarias na Arábia Saudita, que fez com que a commodity oscilasse até 20% na última segunda-feira.


Nos últimos dois dias, o petróleo do tipo brent, comercializado na Europa, chegou a cair, mas não na mesma proporção da alta. A Petrobras, que mantém seus preços alinhados ao mercado internacional, chegou a manter os valores inalterados no início da semana, mas após questionamentos do mercado sobre uma possível ingerência do governo, reajustou os valores no mercado interno.


A empresa tem especial interesse em demonstrar que possui independência e que a sua política de preços de combustíveis não está submetida a questões políticas. Caso contrário, não vai conseguir atrair investidores para comprar suas refinarias.


A Petrobras informou ainda que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) proferiu decisão favorável, por unanimidade, em processo administrativo fiscal no valor de R$ 16,4 bilhões.


Segundo a empresa, o processo se refere ao momento da dedutibilidade dos gastos incorridos pela Petrobras com o desenvolvimento da produção de petróleo e gás, para fins de apuração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), referentes aos exercícios de 2012 e 2013.


“Cabe destacar que a atual classificação de expectativa da contingência é de perda remota e, portanto, informações sobre esse processo não são apresentadas nas demonstrações financeiras da companhia. A decisão de hoje não altera essa classificação”, completou.


Duratex (DTEX3)


A Duratex anunciou o encerramento da produção de painéis de madeira da unidade de Botucatu (SP), cuja operação está suspensa desde novembro de 2018. Adicionalmente, a empresa informou vendeu � Turvinho Participações e � Bracell SP Celulose Ltda imóveis rurais, ativos florestais e cedeu parcerias rurais na região central do Estado de São Paulo.


Ambas operações, venda de ativos e encerramento da planta de Botucatu, levarão a companhia a reconhecer um lucro líquido extraordinário ao redor de R$ 230 milhões, com impacto no caixa de aproximadamente R$ 450 milhões líquidos.


“Importante ressaltar que em função da capacidade instalada nas demais unidades da Divisão Madeira, o encerramento da unidade não implicará a descontinuidade do fornecimento de produtos, preservando nossa posição de liderança no mercado e pleno atendimento aos clientes no longo prazo”, diz a empresa em fato relevante.


A conclusão dos Compromissos de Venda e Compra está sujeita a determinadas condições usuais para este tipo de transação, inclusive a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE.


Linx (LINX3), Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)


A Linx, especialista em tecnologia para varejo, assinou uma parceria com a AME, fintech e plataforma de negócios mobile da Lojas Americanas e B2W, para integração entre o QR Linx e a carteira digital.


“O QR Linx age como um hub de wallets centralizando todas as plataformas de meios de pagamento em uma única ferramenta. Dessa forma, o varejista terá acesso � conciliação integrada e aos processos financeiros em apenas uma interface, portanto, sem precisar de um QR code em seu balcão para cada carteira digital”, diz o comunicado ao mercado.


Segundo a Linx, “o QR Linx também evita fraudes e traz agilidade ao mercado de pagamentos, possibilitando uma gestão mais rápida e eficaz.”


Banrisul (BRSR6)


O Banrisul confirmou por meio de fato relevante sobre o cancelamento da oferta secundária de ações. Segundo o banco, o acionista controlador, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, após a conclusão do Procedimento de bookbuilding referente � oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da companhia, avaliou que o preço por ação apresentado não atendia ao seu interesse.


Assim, a oferta não conseguiu atrair investidores dispostos a pagar o preço mínimo de R$ 19 por ação.


Usiminas (USIM5)


A Usiminas assinou com o governo do Estado de Minas Gerais nesta quarta-feira, 18, compromisso de investimentos no valor de R$ 219,8 milhões. O documento, um protocolo de intenções, foi celebrado em conjunto com as controladas Mineração Usiminas S.A. (Musa) e Unigal para atividades de siderurgia e mineração.


A previsão é de gerar 330 empregos diretos em 2019, preferencialmente recrutados nos municípios onde os investimentos serão realizados, como explica a companhia em comunicado ao mercado na noite desta quarta-feira. A nota frisa, ainda, que o montante não altera as projeções para investimentos da Usiminas neste ano.


Embraer (EMBR3)


Trabalhadores da Embraer aprovaram aviso de greve ontem, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Segundo a entidade, a paralisação pode ser deflagrada a partir de segunda-feira caso não haja avanço nas negociações sobre o reajuste salarial.


Conforme o sindicato, os metalúrgicos reivindicam reajuste de 6,37%, que corresponde � inflação do período somada a 3% de aumento real, além da renovação da Convenção Coletiva na íntegra. A entidade afirma que a Embraer não aplica aumento real aos salários há quatro anos.


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Em reunião realizada na terça-feira, 17, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa o grupo patronal do setor na campanha salarial, propôs reajuste que repõe apenas a inflação.


Além disso, o sindicato afirma que a Embraer quer reduzir direitos dos trabalhadores, extinguindo da Convenção Coletiva as cláusulas que garantem estabilidade no emprego para trabalhadores lesionados e que proíbem terceirização irrestrita nas fábricas.


"A terceirização já é uma prática adotada pela Boeing em suas plantas, mas não permitiremos que seja aplicada nas metalúrgicas da nossa região", diz, em nota, o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves.


Suzano (SUZB3)


Os títulos de dívida mais negociados da Suzano registraram a maior queda entre produtoras de celulose em setembro, diante do impacto do declínio dos preços globais da matéria-prima sobre a empresa.


Os títulos de US$ 1,75 bilhão da Suzano com vencimento em 2029 acumulam queda de cerca de 2% este mês, para 108,75 centavos de dólar. A desvalorização se acentuou depois que a Fitch colocou a nota da empresa em perspectiva negativa em 6 de setembro. Com a queda, os títulos da Suzano mostram o pior desempenho entre rivais com grau de investimento em mercados emergentes este mês, justo no momento em que a maior produtora mundial de celulose tenta reduzir o endividamento.


A empresa deve enfrentar dificuldades para reduzir a dívida líquida, disse a Fitch, que manteve o rating da Suzano. Em outro relatório divulgado na quarta-feira, a Fitch disse que os preços globais da celulose caíram para o menor nível em três anos, como reflexo do menor consumo de papel e produtos de embalagem na Europa e na China, causando um desequilíbrio entre oferta e demanda.


"Não acho que, neste momento, o rating de grau de investimento da Suzano esteja em risco", disse por e-mail Roger Horn, analista sênior de mercados emergentes da SMBC Nikko Securities America. "Perspectivas negativas significam que, se as coisas piorarem, as agências de classificação vão considerar outras medidas."


A Suzano conseguiu o grau de investimento no ano passado, após a fusão com a Fibria.


(Com Agência Estado e Bloomberg)


fonte: InfoMoney
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